“Estou bem, mamãe.”
“Você está dormindo o suficiente, Timmy? Você sempre se esforça demais.”
Ninguém me fazia essas perguntas há anos. Não depois que meu pai foi embora. Não depois que minha mãe adoeceu.
Fiquei ali por uma hora, deixando-a falar na maior parte do tempo. Rosie falou sobre um jardim em que eu nunca tinha pisado e um cachorro que eu nunca tive, e eu assenti como se aquelas lembranças me pertencessem.
Quando me levantei para ir embora, ela apertou minha mão com força.
"Volte logo."
"Voltarei, mamãe."
Ao me virar para a porta, olhei para trás e vi lágrimas brilhando em seus olhos. Ela se virou rapidamente e as enxugou com a borda do cobertor.
Na minha segunda visita, levei tulipas. Na terceira, trouxe uma caixinha de bombons de caramelo que a enfermeira me disse que a Rosie gostava. Na quarta visita, cheguei numa quarta-feira, mesmo que o Tim não tivesse pago por aquele dia.
No corredor, encontrei Margaret, uma mulher delicada, de olhos penetrantes e um cardigã muito grande para o seu corpo. Ela...