Para o pai, Frank, ela não passava de "uma garota teimosa que se achava um homem". Ele era profundamente antiquado e não suportava ver a filha conquistando respeito, pilotando aviões e vivendo completamente do seu jeito.
Para a mãe, Carol, Madison era a filha egoísta, aquela que se recusava a ficar quieta, a se comportar e a se contentar com a vidinha obediente que todos esperavam dela.
E então havia Tyler. Vinte e oito anos, desempregado, ainda dependendo dos pais e, mesmo assim, constantemente elogiado por não fazer absolutamente nada.
Madison havia se treinado para sobreviver. O exército lhe incutira disciplina: dormir menos, reagir rapidamente, nunca reclamar. Mas nenhum treinamento prepara alguém para a dor de perceber que sua própria família a odeia simplesmente por ser forte.